terça-feira, 15 de abril de 2008

Maternidade


Escondes o nariz ao pé do meu coração,
Ouves o pulsar dos anos que o meu corpo já carrega,
Sentes a minha respiração pentear-te os cabelos,
A minha voz que serenamente te envolve,
Te sossega e te dá certezas de que “agora está tudo bem”.

Nunca me imaginei no papel de mãe,
Temendo sempre não ter vocação para tal.
Mas mãe é mãe, e cada mãe ama o seu filho
Com uma intensidade inimaginável.
É algo que é seu, um órgão vital cuja ausência traz a morte.
Algo que nunca se despreza, nunca se abandona,
E muito menos se odeia.
Os filhos são a razão de viver, são a razão de sorrir, a razão de amar.
Mais depressa abdicaria de água, do que do meu filho!

Este poema é dedicado a todas as mães que não vivem sem os seus filhos.
São a razão do meu sorrir :)

3 comentários:

Anónimo disse...

nao ha nada como um sorriso de uma mae, junto ao seu filho ou vice versa!

Anónimo disse...

Facilmente visualizo o quadro que descreves conforme vou lendo as tuas palavras. E sempre que cá volto, isso acontece... Carinho é, acima de tudo, o que me fazes sentir. Dizes temer não ter vocação para ser mãe... Não te preocupes... Pelo que aqui escreveste já demonstraste que serás capaz.

Cristiana disse...

Lindo *.*

Qualquer mulher, desde que seja generosa para consigo mesma e que tenha nos olhos o brilho de quem admira as coisas mais simples, é capaz de ser mãe, a melhor mãe do mundo!

Verás que sim (: