quinta-feira, 11 de março de 2010

3º Capítulo

A verdade?
Poderia ter ficado ali, sentada na espectativa.
Horas que tecem um fio, como a aranha que constrói delicadamente o seu lar, mesmo que temporário.
Podia ter esperado, procurando concentração. Melhor ainda! Explicação.
Podia optar por isto, ou mesmo por aquilo.

Mas não.
Temendo futuros e infortunados momentos, levantei-me, recolhi todos os meus poemas e parti.
Curiosa? Muito. Apaixonei-me em poucos segundos por algo que nem sequer conseguia ver.
Tinha os teus olhos penetrados na minha mente.
Talvez fosse isso mesmo. Talvez se a posse da tua imagem fosse imediata, perderia este doce interesse.
Também o que é realmente importante neste momento, é contar-vos que sim, fui-me embora.
Ainda o olhei uma vez, e vi uma expressão completamente diferente. Vi uns olhos vermelhos. De raiva talvez. Talvez fruto da minha mente distorcida.
Durante o percurso, várias vezes ponderei voltar para trás e voltar a sentar-me no meio das folhas secas que o castanheiro vertia.
Mas não! O meu orgulho consumia todas as minhas decisões, e nunca voltava atrás, por ninguém.
Segui o meu rumo, para o lado oposto ao qual te encontravas.
Esperava agora nunca mais te ver, para que a minha consciência não chorasse.

Sem comentários: